Dança do Ventre 

por Lukas Oliver

O que é a Dança do Ventre ?

A dança de ventre é uma famosa dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e da Ásia Meridional.
Sua origem é datada entre 7000 e 5000 a.C e seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhante a uma serpente foram registrados no Antigo EgitoBabilôniaMesopotâmiaPérsia e Grécia.
A dança era imergida, e até hoje é, em contextos místicos e religiosos e comumente também praticada em contexto familiar, como em comemorações e datas específicas. 

Praticada em sua grande extensão histórica por mulheres, contudo há registros históricos da atualidade, que afirmam a prática de homens na "dança do ventre". 

Há estudos e especulações que a Dança do Ventre teve sua origem com povos ciganos na Índia e até chegarem ao Egito, a dança sofreu modificações e fusões, para tomar as características que conhecemos hoje. 
Os povos ciganos frequentemente mencionados na história da dança do ventre, são mulheres chamadas de Ghawazee ( no singular Ghazia, que significa "invasores" literalmente ou "invasores do coração" entre as ghawazees e seus prestigiadores).


Com a invasão dos árabes, a dança foi propagada por todo o mundo.
A expressão dança do ventre surgiu na França, em 1893, através de uma observação orientalista, ao notarem que as movimentações se localizavam em sua grande maioria na região do ventre. (Barriga)

No Oriente, é conhecida pelo nome em árabe raqṣ sharqī  (literalmente "dança do leste"), ou raqṣ bládi (literalmente "dança da região", e, por extensão, "dança popular"), ou pelo termo turco çiftetelli (ou τσιφτετέλι, em grego).

 

É composta por uma série de movimentos vibrantes, impactantes, ondulações e rotações que envolvem o corpo como um todo. Na atualidade, ganhou aspectos sensuais exóticos, sendo excluída de alguns países árabes de atitude conservadora.

Fontes: Wikipédia e pesquisas de Lukas Oliver. ATON, Merit. Dança do Ventre – Dança do Coração. São Paulo: Tempos, 1996.
BUONAVENTURA, Wendy. Serpent of Nile: Women and Dance in the Arab World. London. Saqi Books 1989.
BURKERT, Walter. Antigos Cultos de Mistério. São Paulo: Palas Athena; 1995.
KUSSUNOKI, Sandra. A Dança e o Ventre: aparência corporal na contemporaneidade - o mito da barriga. São Paulo: Paco Editorial, 2011.
MONTET, Pierre. O Egito no Templo de Ramsés. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
PENNA, Lucy. Dance e Recrie o Mundo. São Paulo: Ed. Sheraan, 1997.
PORTINARI, Maribel. História da Dança. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira, 1989.
WOSIEN, Marie Gabrielle. Danças Sagradas. Madri: Edições Del Prado, 1997.
SHAHRAZAD ou ISCANDARIAN, Madeleine. Resgatando a Feminilidade: expressão e consciência corporal pela dança do ventre. São Paulo: publicação independente, 1998.

 

O que devo esperar de uma aula de Dança do Ventre ?

A estrutura de uma aula de Dança do Ventre  é criada de acordo com a metodologia e criatividade de cada professor. 

Nas aulas com Lukas Oliver as aulas, em sua grande maioria, se estruturam da seguinte maneira. 

1º Preparação corporal 


É utilizada técnicas de solturas e potência dos quadris através do Yoga além aquecimento, alongamento, e preparação do corpo. 

2º Teoria 


Trabalhar com o corpo exige muita responsabilidade e conhecimento do mesmo.
Aulas de Anatomia Básica aplicada a Dança do Ventre e mecânica do movimento podem estar presentes em algumas práticas. 
Bem como aulas teóricas que envolvem a origem histórica, o desfecho histórico, o estudo da música egípcia e árabe e as danças típicas de cada região que contribuem para o desenvolvimento da dança do ventre da atualidade. 
Dançar movimentos inspirados ou retirados de outras culturas, exige um estudo profundo para o entendimento do aluno quanto ao tempo, localização, a cultura e o contexto que aquele movimento ou combo foi inspirado. Isso é muito mais que apenas conteúdo de aula, é respeito e reconhecimento a outras culturas e etnias. 
(Observação: Lukas Oliver ensina e se inspira apenas em danças que possui experiências e vivências)

3º Prática 

As aulas práticas incluem constante lapidação do repertório básico de dança do ventre, práticas laboratoriais de estudo do movimento, sequências coreográficas e estudo de improviso na música egípcia/árabe. 

4º Finalização e Relaxamento

Tão importante quanto a prática da técnica para aprender a dançar, é importante a prática restaurativa do corpo. 
Esta permite que o corpo não acumule tantas tensões criadas pelas movimentações técnicas e cuida para estarmos com a mente tranquila após a aula. 

 

O que preciso para uma aula de dança do ventre?

Acima de tudo boa vontade e disposição para mergulhar na prática do estilo. 
Os movimentos exigem boa postura, torções e uma força em músculos que nem imaginávamos que existiam. Persistência é a palavra.
Trocamos a palavra difícil por desafiante nas aulas. 

Use uma roupa confortável que lhe permita ter os membros livres para qualquer movimentação. 
Acessórios como: Lenço de quadril, colares e pulseiras são bem vindos à prática. 

Não se esqueça de seu caderno e caneta para aula para que anote todo conhecimento vasto de outras culturas. 



 

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